Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 01/12/2020

Através do filme da Marvel " Doutor Estranho", pôde-se perceber que a desatenção do protagonista ao volante suscitou em uma terrível batida de carro. Fora da ficção, quando se observa a violência no trânsito, verifica-se a presença constante de acontecimentos como  o narrado na produção norte americana, o que é lamentável.  Essa triste realidade tem que ser debatida no contexto brasileiro, pois nele encontra raízes na alta de segurança dos motoristas e no ódio nato da população.

Em primeiro plano, vale explicitar que a imprudência dos brasileiros ao dirigirem automóveis é um comprovador da falta de segurança, o que impulsiona a violência nesse cenário. Isso ocorro porque os motoristas estão cada vez mais tentados pela distração oferecida pela tecnologia nos seus cotidianos. Essa situação relaciona-se com o filme “Doutor Estranho” ao apresentar a cena de um acidente ocasionado pela distração do médico ao volante, enquanto se entretia com seu celular.  Assim, é imperativo afirmar que os acidentes de trânsito são oriundos da falta de segurança dos motoristas, por conta de distrações tecnológicas que são usadas ao longo de viagens, como as redes sociais, o que por sua vez, quando não gera a morte, ocasiona briga entre os envolvidos nas colisões.

Outrossim, é condição “sine qua non” explicitar o ódio concentrado na população como uma fonte da violência em trânsito . Isso acontece pois o povo brasileiro é um ser odioso, majoritariamente, e não aprendeu a lidar com esse sentimento negativo, que é a base dos conflitos entre motoristas nas estradas, acometendo principalmente os motoqueiros. Sob essa ótica, Leandro Karnal, sociólogo brasileiro, disse em “Brasil, o ódio nosso de cada dia” que essa sensação é nova à população, logo terceiriza-la é a melhor forma de transferi-la. Dessa forma, os donos de motos, por estarem menos protegidos em relação à privacidade que um carro pode fornecer, são constantemente atingidos por xingamentos e agressividades, o que reflete a falta de educação nas escolas de direção.

Impende, pois, que o debate da violência em trânsito no Brasil compreende aspectos fiscais e sociais dos motoristas, o que necessita ser melhorado. Nesse contexto, cabe ao Detran em parceria com o Governo imporem aos cidadãos que dirigem um teste anual psicológico, a fim de verificar a capacidade do motorista para dirigir de modo seguro. Tal ação deve ser realizada por meio de investimentos estatais através dos tributos pagos pela população. Assim sendo, será possível ter nas ruas brasileiras menos acidentes e , portanto,  menos violência.