Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 06/12/2020

Apesar do Brasil ratificar a Agenda 2030 estabelecida pela Organização das Nações Unidas em 2015, que cria uma meta de assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, o Estado brasileiro ainda demonstra uma inércia para solucionar a lacuna da violência no trânsito. Logo, as negligências afetam o direito à saúde e a produtividade nacional.

Primeiramente, destaca-se a Constituição Federal que garante que a segurança no trânsito é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Todavia, a defasagem do Estado em não cumprir a lei federal contribui para incidentes nas rodovias, assim como a violência no trânsito é a quinta maior causa de morte no Brasil, bem como foram registrados no Brasil cerca de 210 mil mortes em acidentes de trânsito, o que corresponde a cinco mortes por hora, de acordo com o Ministério da Saúde. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador da violência nas rodovias brasileiras, tendo em vista que o Governo persiste na mobilidade individual e negligência o transporte coletivo.

Ademais, é imperativo ressaltar que a violência no  trânsito prejudica a economia. Como resultado, verifica-se que o Brasil perde em produtividade econômica mais de 149 bilhões de reais, seguidamente, nos atendimentos às vítimas de acidentes de trânsito é um dos três principais gastos do Sistema Único de Saúde (SUS), dados do Ministério da Saúde. Nota-se  a correlação da importância dos investimentos do Ministério da Saúde e do Ministério da Economia, para o bem-estar dos motoristas profissionais, visando a produtividade econômica e a diminuição de incidentes nas rodovias.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar a violência no trânsito. Por conseguinte, cabe o Ministério da Saúde, fazer investimentos em prevenção de acidentes, por meio de propagandas em outdoors nas rodovias e o melhoramento da sinalização de trânsito, a fim de que o país cumpra o acordo ratificado com a Organização das Nações Unidas e o melhoramento da economia brasileira.