Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Com o advento da Revolução Industrial, iniciada no século XIX, a produção automobilística cresceu exponencialmente. Porém, devido ao elevado número de carros circulando nas cidades, a taxa de violência no trânsito aumentou de forma significativa. Dito isso, percebe-se que a ineficiência do poder público na aplicação das leis e a inclinação dos brasileiros para burlar as regras são os principais problemas que ocasionam agressões e muitas vezes até a morte no trânsito.
Em primeiro lugar, é válido abordar que o Brasil é o 5º país mais violento no trânsito no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Nessa perspectiva, segundo pesquisa feita pelo Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) são 150 mortes por dia em todo o país. Com essa análise, de acordo com a Guarda Municipal de Itapetininga (SP), 90% dos acidentes são ocasionados por imprudência dos motoristas ou pedestres. Dessa forma, vê-se que as pessoas deixam de fazer a sua parte, como usar o cinto, atravessar na faixa de pedestres e com isso, muitos acidentes que poderiam ser evitados são causados diariamente.
Por conseguinte, as principais causas apontadas para a violência no trânsito são a precariedade das estradas, a infraestrutura deficiente, a falta de ciclovias e as falhas na sinalização e todos esses problemas estão atrelados a falta de eficiência do poder público. Nesse quesito, em torno de 95% dos desastres viários do país são o resultado de uma combinação de irresponsabilidade e imperícia. Logo, nota-se que a atuação do governo é muito precária no Brasil.
Portanto, é necessário combater a violência no trânsito existente no Brasil. Nesse quesito, é de suma importância que o Poder Público melhore o seu sistema judiciário- já que é o responsável por resolver os conflitos que possam surgir na sociedade, por meio da diminuição da burocracia e do incentivo aos programas educacionais a fim de que o brasileiro aprenda a respeitar as leis impostas desde criança e seja um motorista consciente.