Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Durante o mandato do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, foram implantadas no Brasil diversas indústrias automobilísticas. Após isso, o número de motoristas cresceu no país, assim como o número de leis para controlá-los. Entretanto, desde aquela época, tais leis não são respeitadas, resultando em um número crescente de mortes por violência no trânsito. Essa problemática persiste devido à ausência de aulas de educação no trânsito, além da falta de fiscalização.
Em primeira análise, consoante Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Trazendo essa citação para a realidade da violência de trânsito brasileira, os jovens, ao invés de estarem entrando em contato com a educação como arma para vencer os debates no trânsito, estão aprendendo a usar armas de verdade, reforçando e reproduzindo a violência que veem todos os dias. Além disso, sem o acesso as aulas de educação no trânsito, aos se tornarem motoristas, não sabem como se portar, causando e sendo vítimas de acidentes.
Em segunda análise, em seu livro “Vigiar e punir”, Michel Foucault descreve o Panóptico, uma penitenciária ideal, onde os presos se sentiriam vigiados e não fariam nada de errado, apesar de na realidade não haver ninguém observando-os. Analogamente a isso, no debate da violência no trânsito do Brasil, o fato de saberem que não estão sendo vigiados e que não vão ser punidos, faz com que os motoristas descumpram as regras, cometendo crimes pelos quais jamais sofrerão consequências. Dessa forma, todos os dias, milhares de delitos são cometidos no trânsito e, apenas os que causarão acidentes serão medidos.
Urge, pois, a necessidade de que o Estado, em parceria com o Ministério do Transporte, implantem câmeras de segurança em todas as ruas das cidades, por meio de parcerias com fábricas afim de conseguir redução no orçamento. Essas câmeras não precisam estar ligadas, apenas visíveis e com diversos avisos de sua existência, com embasamento teórico pautado em Michel Foucault. Isso deve ocorrer para que exista uma diminuição no número de infrações cometidas no trânsito brasileiro. Ademais, faz-se necessário que o Ministério da Educação adicione na grade curricular obrigatória do Ensino Médio aulas de educação no trânsito, para que mais jovens sejam condutores responsáveis. Só assim, teremos um país livre de violência no trânsito.