Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 13/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os diversos registros de casos de violência no trânsito, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar a educação como fator fundamental no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição da economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o contraste dessa realidade é refletivo na falta de infraestrutura urbana. De acordo com o Instituto Brsieliro de Geografia e Estatistica (IBGE), o Brasil possui cerca de 68,5 milhões de automóveis em circulação. Diante do exposto, o pequeno número de estradas, somadas a falta de condições adequadas para os motoristas, resulta em cidadões violentos e estressados, consequentemente, se tornando o 3° país mais violento no trânsito, segundo o Departamento Nacional de Trânsito .

Faz-se mister, ainda, salientar a falar de responsabilidade individual como impulsionadora do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falar de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Moderninada Líquida” vivida no século XXI. A esse respeito, o comportamento do ser humano é contágioso, mesmo que seja em atitudes erradas, parte é absorvida para quem está ao seu redor. Diante de tal contexto, o não uso do cinto, o uso do celular enquanto dirige são alguns modos irregulars visíveis no cotidiano. Assim, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Infere-se, portanto, é indispensavél a adoção de medidas capazes de mitigar a violência no trânsito brasileiro. Logo, cabe ao Governo reduzir o nível de acidentes, por meio da maior disponibilização de verbas para o setor rodoviário, possibilitando, assim a reforma de estradas e uma maior fiscalização.  Ademais, o Ministério da Educação, por meio de palestras nas escolas, deve conscientizar os alunos a importância de obdecer regras estabelecidas no trânsito e promover a segurança de todos. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar os índices de violencia no trânsito. Somente assim, esse problema será gradualmete erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador, " na mudança do presente a gente molda o futuro".