Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 16/12/2020
O filme de animação “Carros” apresenta uma sociedade definida por veículos com características humanas e que vivem em harmonia. Lamentavelmente, uma ficção não pode ser vista na realidade brasileira. Sendo assim, no que tange a questão da violência no trânsito, seja pela irresponsabilidade dos motoristas, seja pela falta de conhecimento acerca do assunto, percebe-se uma configuração de um grande problema, o qual carece de um olhar mais crítico de enfrentamento.
Convém ressaltar, a princípio, que a irresponsabilidade dos motoristas é um agravante da violência no trânsito. Referente a isso, o filme “Velozes e furiosos” mostra diversas hipóteses de impunidade que vão desde a não utilização de equipamentos de segurança, até as corridas ilegais. Fora da ficção, o panorama brasileiro não difere, pois os motoristas deixam de se proteger e abusam da velocidade colocando a sua e a vida de outrem em perigo. Nessa lógica, é evidente que a insensatez dos condutores prejudica a harmonia e a segurança no trânsito.
Sob outra perspectiva, a violência no trânsito encontra fertilidade nas terras da falta de conhecimento sobre o assunto. Em virtude desse assunto, um máximo de Arthur Schopenhauer de que “os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que a cerca” cabe perfeitamente. Com isso, os proprietários que não têm acesso, ou ainda, são privados das informações não entendem e nem lutam por melhorias nas relações interpessoais no trânsito.
Diante do exposto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Governo Federal, instituição responsável pelo bem comum, em parceria com as escolas, deve criar saraus, oficinas e palestras sobre a temática, aberto ao público, utilizando atividades práticas e teóricas. Tais medidas devem ocorrer por meio de profissional da área, como guardas e seguranças de trânsito, um fim de conscientizar as pessoas sobre a importância do respeito no trânsito. Só assim, uma realidade análoga ao filme “Carros” pode ser vista para uma ficção.