Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 23/12/2020
Com a Revolução Indrustrial, artifícios como os carros surgiram para acelerar a locomoção humana. No entanto, a falta de infraestrutura para receber todos os exemplares tecnológicos provenientes dessa mudança provoca inúmeros atos de violência no trânsito em função da falta de mobilidade urbana, tornando-se um problema expressivo, ao provocar inúmeras mortes no Brasil. Destarte, deve-se debater acerca do déficit educacional e da inaplicabilidade da lei com relação ao eixo problemático.
Nesse contexto, observa-se que a falta de abordagem educacional a temáticas que relacionem a preparo do condutor ao caos do trânsito atual contribui diretamente para a manutenção dos atos violentos nas rodovias brasileiras. Nessa lógica, de acordo com Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida”. Sob esse prisma, é visível que a sobrecarga de conteúdos técnicos impede a contemplação educacional de valores que são fundamentais para a vida humana, sobretudo, no que diz respeito a direção conciente para se proteger do estresse provocado pelo trânsito e seus consequentes empecilhos, como, por exemplo, a violência. Desse modo, evidencia-se o contraste entre o cenário educacional brasileiro e o ideário proposto por Sêneca.
Outrossim, evidencia-se que há um lapso na legislação brasileira, no que diz respeito ao não cumprimento da garantia constitucional que relaciona o dever estatal à segurança física de todos os cidadãos. Sob esse espectro, relata-se que a violência no trânsito, em parte, ocorre em função da falta de estrutura que torna o trânsito caótico provocando picos de estresse nos motoristas. Nessa conjuntura, relata-se que a falha do Poder Legislativo em fiscalizar as ações do Poder Executivo corrobora para que este não realize medidas para melhorar a infraestrutura do país e, consequentemente, impeça os atos violentos no trânsito. Dessa maneira, é necessário reparar as lacunas legislativas para que a garantia prevista na Constituição da República de 1988 se execute.
Portanto, é substancial a tomada de medidas para a violência no trânsito deixe de causar mortes no Brasil. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas-maiores formadoras do intelecto humano-, inserir na Base Nacional Comum Curricular, por meio de debates com o Departamento Nacional de Trânsito, diretrizes que contemplem a importância de conduzir com paciência e como lidar com condutores violentos, para que assim, a violência no trânsito deixe de existir no país. Dessa forma, os problemas gerados em função do desenvolvimento da Revolução Industrial deixarão de existir.