Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 24/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, visto que a crescente de violência no trânsito dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da imprudência dos condutores e pedestres, quanto das condições precárias dos asfaltos no Brasil. Diante disso, torna-se fulcral trazer a superfície discussões no que tange a esses aspectos, afim do pleno funcionamento da sociedade não só no cenário hodierno, mas também ulteriormente.

Em uma primeira análise, é indiscutível que os casos de violência no trânsito são assíduos e derivam da baixa atuação dos setores governamentais, principalmente, no que concerne ao reconhecimento desta crescente e a criação de mecanismos que coíbam tal recorrência. Sob essa ótica, o pensador Thomas Hobbes defende que o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Essa máxima, encontra-se deturpada do contexto atual, haja vista que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos inalienáveis, como o transporte e segurança.

Ademais, é imperativo ressaltar a condição precária dos asfaltos como promotor do aumento do trânsito no Brasil. De acordo com os dados apontados pelo Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), mais de 100 mortes ocorrem por dia em todo o país. Diante de tal exposto, a sinalização incorreta, a crescente violência e a ausência de intervenções pública também são fatores intrínsecos que corroboram com a perpetuação dessa realidade instável e temerária. Logo, reconhecer este cenário contribui para a resolução deste quadro deletério.

Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para mitigar o avanço da problemática na sociedade brasileira. Por conseguinte, é imprescindível que o Tribunal de contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Poder Executivo e da Companhia de Engenharia de Trafego (CET), será revertido, respectivamente, na melhoria da condição das estradas e na reeducação dos condutores, uma vez que apresentam vícios ao dirigir, por meio do investimento em tecnologias e intervenções públicas, com o fito de minimizar os fatores que condicionantes dessa realidade nocente.       Somente assim, como resultado, os impactos adversos serão diminuídos, e possivelmente, erradicados. Dessa forma, a coletividade alcançará a “Utopia” de More.