Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/01/2021

No romance “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, a protagonista, Macabéa, tem seu trágico desfecho quando é atropelada enquanto atravessa uma rua. Para além da ficção, infelizmente, a violência no trânsito brasileiro acarreta inúmeros acidentes que trazem prejuízos materiais e imateriais, os quais são intensificados pela irresponsabilidade dos cidadãos e pela inércia do Estado.

Antes de tudo, vale ressaltar que a imprudência dos indivíduos é um agravante dessa problemática. Sob essa perspectiva, tanto pedestres quanto motoristas realizam ações erradas, como não respeitar as faixas e os semáforos, não utilizar as setas e ultrapassar limites de velocidade. Por conseguinte, esses atos em discordância com a lei resultam em incidentes que poderiam ser facilmente evitados.

Ademais, é notável a incapacidade das políticas públicas atuais de aplacar essa situação. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, as pessoas são violentas e inconsequentes, e a função do Estado é controlar seus impulsos para garantir um bom convívio social. Dessa forma, o governo brasileiro deve intensificar a prática de métodos constitucionais que diminuam tal impasse.

Portanto, fica clara a necessidade de medidas que amenizem esse cenário de violência no país. Para tanto, os deputados federais, por meio de um projeto de lei entregue à própria Câmara, precisam prever a duplicação do valor de todas as multas de trânsito vigentes. Assim, o público estará muito menos inclinado a cometer quaisquer infrações, e desfechos trágicos como o de Macabéa se tornarão menos frequentes na sociedade brasileira.