Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 05/01/2021

A Constituição Federal de 1988 assegura a todo cidadão o direito de ir e vir, assim como, o direito à segurança. Entretanto, a realidade atual brasileira evidência o não cumprimento dos direitos indeléveis da população, uma vez que segundo a OMS, o Brasil é o 5º país mais violento no trânsito no mundo. Dessa forma, em virtude da irresponsabilidade social dos indivíduos e da naturalização da violência, emerge um problema complexo que precisa ser resolvido.

Nesse sentido, destaca-se a maneira na qual a falta de consciência dos motoristas e dos pedestres contribui para a persistência da violência no trânsito. Parafasiando a filósofa Simone de Beauvoir, cada cidadão é responsável por tudo e por todos. Sob esta ótica, é evidente que a imprudência no trânsito, vista em casos como a falta do uso do cinto de segurança, o desrespeito às leis de trânsito, como também, travessias fora da faixa de pedestre refletem uma irresponsabilidade social e contribui para a permanência da problemática. Logo, a consciência do coletivo e o respeito às normas são atitudes vitais que precisam ser tomadas para solucionar a questão em pauta.

Outrossim, é notório que a naturalização da violência é uma causa latente do problema. De acordo com a pensadora Hannah Arendt, o pior tipo de mal é aquele considerado como comum e banalizado pela sociedade. Nessa perspectiva, a violência no trânsito necessita inicialmente ser problematizada pela população, para que as mortes, brigas de trânsito e acidentes sejam viemente combatidos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, os veículos midiáticos, em parceiria com o DETRAN, devem criar um programa televisivo, com o objetivo de debater sobre a violência no trânsito e a relevância do assunto, buscando salientar a necessidade da responsabilidade social e da importância das normas de trânsito. Tal ação também contará com a participação da população, por meio de interação ao vivo e via internet, fomentando diálogos, consciência do coletivo e gerando novas soluções para a situação da violência em questão. Assim, espera-se a construção de um Brasil mais seguro, como prevê a constituição.