Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 11/01/2021

No prelúdio da contemporaneidade, a violência no trânsito é uma questão de ordem social, educacional e política a qual o Brasil foi convidado a debater. De um lado, a dificuldade do ser humano em cumprir as leis de trânsito encontra-se como o problema principal. Do outro, a precariedade na fiscalização efetiva nas vias públicas do pais funciona como mola propulsora da problemática.

Primeiramente, é relevante abordar que as leis foram feitas com o objetivo de disciplinar e organizar o comportamento e ação do ser humano para que esteja de acordo com os princípios da sociedade, ou seja, para garantir a democracia e o direito de todos. Entretanto, não é o que acontece, visto que o número de ocorrências tem aumentado a cada ano por desrespeito às normas de condução. Prova disso, é que, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde explicam que 21% dos acidentes registrados no Brasil estão relacionados ao consumo de álcool. Dessa forma, é notória a falta de responsabilidade individual e coletiva dos condutores ao desacatar as leis de tráfego.

Ademais, vale ressaltar que a falta de fiscalização se tornou uma das principais causas de violência no tráfego, uma vez que não havendo o controle dos vigias que punem os displicentes, os motoristas continuarão com a sensação de impunidade. Como consequência, o número de infrações tende a aumentar. Em validação, dados expostos pelo Ministério das Cidades afirmam que a cada 4 cidades 3 não existem agentes de transito. Logo, é indiscutível a ação do poder público com o intuito de garantir a existência de fiscais suficientes nas vias públicas, tutelando assim o direito à vida, em conformidade com a Constituição Federal.

Em virtude dos fatos mencionados, fica clara a necessidade de políticas públicas de educação para resolver o problema de acidentes na vias públicas. Portanto, o Departamento Nacional de Trânsito deve desenvolver um projeto com o objetivo de incentivar as pessoas a cumprir as leis ao conduzirem um veículo. Esta ação pode ser executava nas redes sociais como o “Instagram”, “Twitter” e “Facebook” por meio de propagandas que contenham dados estatísticos e depoimentos de vítimas de acidente que hoje cumprem as leis. Por fim, cabe ao Ministério da Infraestrutura investir em fiscalizações eletrônicas e agentes de transito necessários em todos os municípios brasileiros, a fim de certificar a segurança e direito dos indivíduos.