Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O desempenho da economia brasileira na última década possibilitou o acesso a bens e serviços que antes não eram possíveis. O consumo de automóveis cresceu significativamente entre a população, juntamente com o fluxo do tráfego e a violência no trânsito. Diante dessa perspectiva, evidencia-se a carência de medidas educacionais e a suspensão de medidas de fiscalização como fatores determinantes para a crescente taxa de mortalidade no trânsito.

Em princípio, destaca-se a problemática retirada de radares de fiscalização das rodovias do país pelo Governo Federal. De acordo com levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo, houve redução média de 21,7% nas mortes nos trechos de rodovias federais que receberam radares de velocidade. Portanto, torna-se imprescindível a ação do Estado - defendida pelo filósofo John Locke – na elaboração de medidas de proteção de seus cidadãos, a fim de impedir um contexto de anomia social resultante da violência no trânsito.

Ademais, torna-se evidente a necessidade de uma política de educação no trânsito mais incisiva, já que apenas a fiscalização não funciona como agente educativo, mas somente inibidor do motorista. A educação no trânsito, prevista no Código de Trânsito Brasileiro, dos 4 anos de idade até o curso superior ainda não foi implementada no país. Logo, afirma-se a importância da mudança de comportamento da sociedade nos vários papéis que desempenham, seja como ciclista, pedestre, motociclista ou motorista.

Faz-se necessário, portanto, a ação do Poder Legislativo na elaboração de leis mais rigorosas e eficientes, assim como um trabalho conjunto entre o Governo Federal e o Departamento Nacional de Trânsito na averiguação dos excessos de ocorrências no trânsito, a fim de redigir medidas educativas e na sua difusão na sociedade civil através de palestras e campanhas de conscientização, visando reduzir os índices de mortalidade no país e o bem estar da população.