Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, observa-se que a realidade contemporânea é contrária ao que o autor prega, uma vez que apresenta inúmeros obstáculos, como é o caso da violência no trânsito no Brasil. Nesse sentido, fica evidente que o cenário nefasto ocorre em razão não só da negligência das pessoas, mas também da falta de ações governamentais.

Em primeiro lugar, convém enfatizar que as atitudes irresponsáveis dos indivíduos nas estradas estão entre as principais causas do revés. Para o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o maior erro do homem é sacrificar sua vida a qualquer outra vantagem. Nesse contexto, a necessidade de facilitar a realização de uma tarefa - como fazer uma curva ou uma ultrapassagem - por simples egoísmo, muitas vezes, se traduz em mortes ou gera graves sequelas aos envolvidos. Destarte, é inadmissível, a permanência desse pensamento.

Ademais, vale destacar a ausência de ações governamentais como impulsionadora dessa conjuntura. De acordo com o Thomas Jefferson, terceiro presidente norte-americano, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Sob tal ótica, a violência presente no meio rodoviário é acentuada devido à má efetividade das leis e regras de trânsito postas em prática, proveniente da péssima administração do Estado.

Portanto, providências são necessárias para amenizar o quadro. A fim de evitar ações imprudentes dos motoristas e pedestres e tornar o tráfego mais seguro, urge que o governo, em parceria com o DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), advertam os infratores frequentemente com mais multas, por meio de campanhas de denuncia a ampliação de fotosensores nas estradas.