Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Diante da disfuncionalidade da sociedade em que está presente, observa-se uma postura questionadora por parte da personagem Mafalda do cartunista Quino. Logo, o senso contestador dessa heroína dos quadrinhos, pode servir de base inspiradora para se debatedor, por exemplo, o respeito da violência no trânsito no Brasil, já que questionar as causas deste problema tende a estimular a busca por soluções. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no País. Primeiramente, entende-se que o Estado mostra-se omisso ao permitir a violência no trânsito. Pois há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta estimular a população a ter hábitos menos imprudentes, o que prejudica o direito à integridade física. Desse modo, nota-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes, visto que o governo não tem garantido o bem-estar de todos os cidadãos. Além disso, destaca-se que aceitar a violência no trânsito é naturalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da legislação em vigor, posto que o ordenamento jurídico, por ser considerado brando, não tem inibido os motoristas de saírem muitas vezes impunes de atos violentos, comprometendo, dessa forma, a consolidação do direito à justiça. Os estudos da filósofa Hannah Arendt podem explicar a naturalização desse problema, dado que, por meio de um processo de massificação social, os indivíduos estão perdendo o senso crítico diante quadros problemáticos. Convém, portanto, ressaltar que a violência no trânsito no Brasil deve ser superada. Logo, é necessário exigir do Poder Público, mediante debates em audiências públicas a conscientização social, priorizando palestras educativas com psicólogos, com o objetivo de ter uma sociedade mais responsável. Além disso, é fundamental utilizar campanhas midiáticas produzidas por ONGs, para sensibilizar a população sobre a importância de adotar uma postura não resignada diante da impunidade desses cidadãos, fortalecendo, assim, a mobilização coletiva em prol de justiça. Desse modo, o senso contestador, estimulando soluções, não se restringiria à Mafalda.