Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 29/01/2021

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o quinto país com maior número de mortes no trânsito. Desse modo, nota-se como, apesar das campanhas nacionais de segurança no trânsito e da aprovação da chamada “Lei Seca”, esse ainda é um problema que impacta fortemente a incolumidade das pessoas e do patrimônio nas ruas e nas rodovias. Portanto, faz-se imprescindível um debate crítico sobre as causas e as consequências da alta taxa de mortalidade viária no país.

Inicialmente, destaca-se que,  consoante o Observatório Nacional de Segurança Viária, 90% dos acidentes de trânsito têm origem na falha humana. Nesse sentido, essa problemática é essencialmente social e cultural, sendo causado por comportamentos temerários de motoristas e pela não observância da legislação de trânsito e da direção defensiva. Por conseguinte, atitudes como não uso do cinto de segurança, associação de álcool e direção, velocidade incompatível com a via e ultrapassagens perigosas devem ser o foco precípuo de todos os esforços para reduzir a letalidade nas estradas.

Adicionalmente, menciona-se os efeitos deletérios da violência no trânsito para a nação. Nessa vereda, cita-se que, conforme a Associação Nacional de Medicina para o Tráfego, 60% das unidades de terapia intensiva (UTIs) são ocupadas por vítimas de trânsito, Assim, nota-se como a agressividade na condução pressiona o sistema único de saúde, sobrecarregando-o. Além disso, também cabe ressaltar que o Observatório Nacional de Segurança Viária conclui que são gastos R$ 36 bilhões anuais com a violência no trânsito, montante esse que poderia ser destinado a outros serviços públicos com foco no bem-estar da população.

Diante do exposto, percebe-se a importância de debate e de ações para aperfeiçoar a segurança viária. Logo, é imperativo que o Poder Legislativo, por meio da edição de leis rigorosas contra as infrações de trânsito, as polícias, por meio da fiscalização ostensiva, e dos órgãos de trânsito, por meio da aplicação das medidas administrativas, atuem com o objetivo de reduzir os acidentes nas estradas e nas rodovias. Desse modo, construir-se-á um modelo de tráfego seguro, pautado na direção defensiva e na integridade física de motoristas, ciclistas e pedestres.