Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 03/03/2021
Com o advento do capitalismo a pressão pelo êxito laboral, nos estudos, pontualidade, dentre outros quesitos cada vez mais cobrados deixam as pessoas com o psicológico mais abalado. Dessa maneira, essa problemática têm reflexos acentuados no trânsito e causa aumento da violência dessa área. Portanto, é de suma importância apontar o desrespeito nas relações sociais, aliada à vulnerabilidade mental das pessoas como principais causas para a persistência desse revés.
A princípio, é crucial apontar a ligação da falta de respeito pelo próximo ao conceito distorcido de liberdade, uma vez que o indíviduo acredita ter o direito de dirigir agressões físicas e verbais a outro como se fosse poder de expressão. Porém, análogo ao filósofo inglês Herbert Spencer, “A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”, ou seja, todos têm liberdades desde que não prejudique alguém. Portanto, o corpo social precisa entender que a gentileza no fluxo de veículos é dever do cidadão.
Ademais, o extresse cotidiano causa doenças psicológicas que influenciam no comportamento humano negativo, como depressão e ansiedade. Desse modo, a sociedade se torna agressiva e apática, motivada por uma questão presente no dia a dia. Para confirmar, de acordo a revista Veja, em 2018, cerca de 86% do povo brasileiro apresentou algum tipo de transtorno mental. Logo, é fundamental que o governo trate esse empecilho da saúde pública, para obter resultados positivos não apenas no trânsito, mas também em todos os âmbitos sociais.
Nessa perspectiva, é imprescindível que a mídia ligada às escolas, difusoras de informação crítica, incentivem a educação no trânsito, por intermédio de debates interativos, de modo a cobrar do povo o dever do respeito. Outrossim, o Ministério da Saúde deve tratar da sanidade mental do povo, por meio da disponibilização de psicólogos às comunidades mais carente, com a liberação de verbas direcionadas à saúde pública. Assim, a ignorância do povo brasileiro vai ficar no passado gradualmente.