Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 18/03/2021
Segundo a socióloga Hanna Arendt ,em seu conceito “Banalização do mal”, fala que atos maldosos cometidos constantemente se tornam normais aos olhos da sociedade contemporânea. Nesse viés, no cenário brasileiro, a realidade da violência de trânsito é acometida desse conceito, já que há uma banalização, visto que o país é o quarto, dos quais mais morrem pessoas nas vias urbanas, devido à essa violência. Sendo assim, a cultura do imediatismo, junto com a falta de penas mais duras fazem com que esse ambiente de insegurança pública perdure.
Deve-se pontuar, inicialmente, que a grande parte dos acidentes de trânsito são devidos à alta velocidade nas vias públicas. Nessa ótica, uma das causas desse mal é em virtude da ‘‘Cultura imediatista’’ expressão do professor, estado-unidense, Douglas Rushkoff, na qual afirma que pessoas que estão imersas nessa cultura acabam sendo ansiosas ,desse forma, são negligentes com certas responsabilidades ,que as impeçam de realizar sua vontade imediatista: chegar rápido. Nesse caso é onde ocorre as ultrapassagens arriscadas e o desrespeito aos limites de velocidades, no qual ambos são responsáveis por mortes de inocentes.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que o julgamento dos crimes de trânsito com penas leves fazem a impunidade. Sob essa perspectiva, condutores que se envolvem em acidentes no tráfico urbano, de veículos, com vitimas fatais, acabam sendo julgados, em sua grande maioria, com penas de homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar, tendo assim uma pena menor da qual teria se tivesse sendo acusado de homicídio simples, conclusão que deveria ser validada, na maioria dos casos, pelo fato de que , quando o motorista usa uma droga ilícita ou ingere bebida de teor alcóolico, na hora do ato de dirigir, esta fazendo uma escolha de colocar a própria vida em risco , como também a de outrem. Desse modo, a deficiência penal de aplicar a pena correta gera a impunidade.
Depreende-se, portanto, que a cultura do imediatismo atrelada à errônea escolha da pena do infrator fazem com que esse ambiente de caos aumente. Dessa forma, a mídia junto com o ministério da educação devem promover propagandas de conscientização em lugares de maior movimentação pública como em metros e avenidas movimentadas, levantando a discussão das consequências nocivas para aqueles que estão imersos na cultura imediatista. Ademais, o governo federal deve, por meio de uma petição para o congresso nacional, a fim de que haja uma votação dos congressistas sobre o aumento da pena dos acidentes de trânsito, que há morte de vítimas, para que com tal medida os infratores recebam um julgamento merecido e assim fomente um maior receio de colocar a vida de outros em risco, fazendo assim, com que a banalização do mal diminua.