Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 09/04/2021

Segundo a primeira lei de Newton, conhecida como “Princípio da Inércia”, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é perceptível a mesma condição, no que concerne à violência no trânsito no Brasil, a qual segue sem uma “força” capaz de mitigá-la. Nesse sentido, a falta de infraestrutura nas estradas e a imprudência dos motoristas colaboram para o aumento de acidentes nas vias do país. Dessa forma, são relevantes discussões sobre os impactos dessa problemática para garantir a segurança da população.

A princípio é fato que, a falta má situação das vias agrava a problemática. Nesse contexto, parafraseando o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, a tarefa não é ver o que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê. Tal pressuposto enseja uma reflexão: no que se refere à precariedade das ruas e estradas, é notória a necessidade de uma ação governamental voltada para esse problema, visto que existem ruas esburacadas, carência de vias adequadas para pedestres e ciclistas, além de sinalização ineficaz. Posto isso, são evidentes as consequências desse problema, como o grande gasto financeiro, não só com manutenção das vias, mas também com as indenizações às vítimas, conforme noticiado na plataforma digital G1.

Outrossim, o descuido dos motoristas está diretamente relacionado à insegurança no trânsito. Sob esse prisma, de acordo com o filósofo John Locke, em sua teoria da “Tábula Rasa”, o ser humano é um papel em branco a ser preenchido por experiências ao longo da vida. Analogamente, muitos brasileiros ainda são uma “folha em branco” em relação à responsabilidade ao dirigir. Isso porque o uso de celular no volante, além do abuso de álcool e drogas, sem falar no excesso de velocidade, provocam acidentes nas ruas do país. Posto isso, tais imprudências motivam desastres que, quando não levam à morte, podem deixar sequelas nas vítimas, não só físicas, mas também emocionais, como ansiedade e estresse pós-traumático, conforme pesquisa do Ibope Inteligência.

Infere-se, portanto, que estradas e ruas sem estrutura e motoristas imprudentes agravam a violência no trânsito na nação verde e amarela. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova campanhas educativas, mediante propagandas nos aparelhos midiáticos, sobre a necessidade do cuidado e da educação no trânsito e dicas de atitudes para diminuir acidentes, como uso do cinto de segurança, não beber ao dirigir e não trafegar por vias precárias e sem sinalização, com o fito de orientar, principalmente, os jovens condutores e de chamar a atenção do governo para a situação das ruas do país. Desse modo, essas intervenções poderão ser a “força” capaz de mitigar o alto número de acidentes no território nacional .