Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 27/04/2021
Na série brasileira “Sob pressão”, é retratado vários casos de enfermos hospitalizados por violência no trânsito no Rio de Janeiro, cidade caracterizada por altos índices de violência. Fora das telas o cenário se assemelha à realidade, na medida em que, a violência no trânsito é uma das principais causas de mortes no país, causadas pela desinformação e imprudência e dessa forma, configura em um grave problema social. Nesse contexto, vale salientar que segundo o pedagogo brasileiro, Paulo Freire, sem a educação a sociedade não muda, sem ela tampouco.
É incontrovertível que a violência no trânsito tem raiz no desrespeito, que advém da formação histórica agressiva do Brasil que permanece sendo reproduzida desde cedo nos mecnismos de constrção social, como a escola. Por consequência, é o 5°(quinto) país mais violento do mundo segundo o Organização mundial da Saúde (OMS). Paralelamente, consoante à filósofa francesa, Simone de Beavouir, o mais escandaloso dos escândalos é aquele que nos habituamos a ele. A afirmação pode ser facilmente aplicada à realidade brasileira, uma vez que, mais escandaloso que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se acostumar a ela, o que corrobora a lenta mudança de mentalidade social.
Não obstante, vale salientar que a ausência de políticas públicas eficientes no combate à violência no trânsito, intensificam o problema; ao passo que, ao contrário do que se pensa, a omissão e negligência estatal são cúmplices para contínua reprodução de uma mazela. Nesse sentido, o sociólogo francês, Émille Durkheim, alega que a sociedade funciona como um organismo biológico, dessa forma se uma célula (indivíduo) for afetada todo o organismo (sociedade) sofrerá as consequências. De maneira análoga, urge medidas de intervenção contra a violência no trânsito no país.
Portanto, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação alterar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por meio da inclusão e obrigatoriedade dentro da grade curricular de Ciências humanas e Ciências da Natureza, o ensino sobre ética e prudência no dia a dia e, sobretudo nesse sentido, no trânsito; para alunos a partir do ensino fundamental II em aulas ministradas pelo corpo docente e palestras organizadas pela equipe pedagógica e ministradas por guardas municipais de trânsito. Com o fito de informar para reduzir os elevados índices de violência no trânsito no organismo social brasileiro, visto que sem a educação a sociedade não muda.