Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 02/05/2021

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o 5º país com maior índice de violência no trânsito. Tal resultado reflete o estresse e a falta de paciência de uma parcela da população que não mede as consequências quando o assunto é ter razão sobre o outro.

Diante disso, cresce a cada dia o número de acidentes no trânsito: segundo levantamento do DPEVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres), são atualmente 150 mortes por dia decorrentes da negligência e intolerância dos condutores. Assim, observa-se que muitas pessoas usam-se de seus veículos como verdadeiras armaduras que lhes encorajam a coagir os demais a fim de demonstrar certa superioridade.

Ademais, é necesário que se destaque também as consequências psicológicas da violência no trânsito, que afetam não apenas as vítimas, mas também as famílias dos envolvidos. Destaca-se por esse prisma, que muitas vezes, uma discussão aflorada no trânsito pode causar cicatrizes tão profundas no indivíduo a ponto de alguns deixarem de dirigir por causa do trauma causado.

Pode-se concluir com isso, que o pseudoanonimato que o trânsito propicia, propulsiona a violência que mata e traumatiza. Assim, urge a necessidade de investimentos em programas de conscientização por meio do CONTRAN, baseado nos levantamentos do DENATRAN e da  PRF, se aproveitando da popularidade e abrangência das mídias sociais, que demonstrem aos condutores as consequências dos atos violentos. Além disso, os tribunais de justiça devem aplicar penas exemplares áqueles que deixam de ceder o seu direito e preferem iniciar um embate a qualquer custo. Somente desta forma, os usuários das vias usarão mais da razão e ponderância, reduzido assim a violência no trânsito.