Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 11/05/2021

A música “Até Quando”, de Gabriel, o Pensador, elenca como principal crítica a comodidade do brasileiro frente os problemas sociais. Infelizmente essa situação serve de símbolo para o conformismo social diante a violência no trânsito em debate no Brasil, uma vez que é a passividade dos indivíduos que dá continuidade à problemática no país. Dessa maneira, a negligência governamental, bem como a falta de debates, faz com que essa situação negativa pessimista.

Sob essa perspectiva, a ineficiência do poder público contribui para a persistência do problema. Nesse contexto, Aristóteles, célebre pensador, disse, em seu livro “Ética a nicômano”, que o objetivo da existência da política é garantir a felicidade dos cidadãos. Lamentavelmente, o Estado brasileiro atual contraria ideia do filósofo cada vez que o mesmo negligencia o debate e as medidas de combate à violência no trânsito. Logo evidencia-se um cenário de descaso as garantias constitucionais

Além disso, é necessário evidenciar que o silenciamento é uma causa latente da questão. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a presença da violência e consequências para população no trânsito brasileiro, o que favorece a falta de conhecimento da sociedade sobre a problemática, tornando sua resolução mais dificultada.

É inaceitável, portanto, que a violência no trânsito seja um impasse no território brasileiro. Cabe ao Ministério da Cidadania, por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmera dos Deputados, criar uma campanha de conscientização e de proteções nos espaços de circulação, visando mitigar a impetuosidade no trânsito no país. Nele deve constar que a campanha vai acontecer com palestras mensais sobre a violência existente no trânsito, com participação de motoristas e pedestres, além de debater o tema nas redes sociais do Ministério. Desse modo a comodidade representada na canção não será realidade no Brasil.