Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, busca-se o sonho de uma vida harmônica em uma cidade fundada sobre os valores do bem, da justiça e da razão. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea do Brasil é o oposto do que o filósofo buscava, uma vez que a violência no trânsito apresenta barreiras as quais impedem a concretização da vida harmônica. Esse cenário é fruto da imprudência da população e da baixa atuação governamental. Diante disso, é necessária a discussão desses aspectos.

Essencialmente, é importante pontuar que a violência no trânsito brasileiro deriva da imprudência dos membros que compõem o trânsito. Segundo dados da Guarda do município de Itapetininga, localizada em São Paulo, 9 em cada 10 dos acidentes são causados por negligência dos motoristas ou pedestres, isso significa que os acidentes e as mortes podem ser evitados a partir de uma reformulação da postura social por meio da conscientização. Assim, a partir dessa reformulação é possível amenizar os atos violentos nas ruas.

Ademais, a violência no trânsito deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange à criação de mecanismos que a coíba. Segundo o pensador Thomas Hobbes o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não tem ocorrido no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades na promoção da conscientização do corpo social e de medidas punitivas, o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking de países mais violentos no trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde. Dessa maneira, é necessária uma nova conduta governamental para promover o bem-estar da população no trânsito.

Portanto, medidas devem ser tomadas para atenuar a violência no trânsito. Por isso, o Ministério da Infraestrutura - responsável pela política nacional de trânsito e transportes - deve criar campanhas educativas que mostrem a importância da prudência no trânsito no combate a acidentes e mortes. Essas campanhas devem ocorrer por meio de comerciais televisivos e pelas redes sociais, a fim de conscientizar quem compõe o trânsito brasileiro. Além disso, deve promover a maior circulação de Guardas nos municípios, por meio de contratação desses profissionais, a fim de punir atos infracionários e fiscalizar a ordem do trânsito. Desse modo, o sonho da vida harmônica de Platão estará mais acessível na contemporaneidade brasileira.