Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/06/2021

Consoante à Geografia, no Brasil hodierno, os meios de transporte predominantes são, em sua maioria, os rodoviários, a exemplo do intenso uso de carros, de caminhões e, também, de motocicletas tanto em áreas urbanas, quanto em áreas rurais.No entanto, esse modal, apesar de crucial à economia, apresenta, em sua estrutura, diversos entraves, a exemplo da violência no trânsito latente, ainda, em todo o solo nacional.Esse cenário preocupante se dá, sobretudo, devido à intensa fragilização nas relações sociais e, também, devido à falha atuação das escolas na formação de sujeitos conscientes.

De fato, o número exacerbado de acidentes de trânsito, no país, tem como principal causa a excessiva individualidade presente nos motoristas e pedestres.Partindo desse pressuposto, cita-se o filósofo renomado Bauman, o qual corrobora que, devido à intensa individualização, as relações sociais - a exemplo das existentes no trânsito - enfraqueceram-se, o que, consequentemente, faz com que civis tenham atitudes baseadas em princípios narcísicos, desrespeitando, assim, os deveres estabelecidos pelo Código Nacional de Trânsito. Infere-se, portanto, que a violência presente nas rodovias brasileiras ocorre, sobretudo, devido às ações violentas que baseiam-se no desrespeito ao espaço do outro, fato que simboliza, anualmente, expressivas taxas de acidentes e mortes nas estradas no Brasil.

Além disso, cumpre ressaltar que a atuação simplista das escolas na formação de cidadãos conscientes sobre os deveres e direitos no trânsito contribui para o cenário violento explícito, hoje, nos vários estados brasileiros.Em face disso, salienta-se que, de acordo com a Psicologia, as bases para a formação de sujeitos aptos à convivência social harmoniosa são consolidadas, principalmente, durante o período caracterizado como primeira infância (dos zero aos seis anos de idade), fato que justifica a importância da atuação escolar intensa durante essa faixa estária.Entretanto, nos centros de ensino atuais, a instrução sobre a Legislação de Trânsito é, ainda, escassa, uma vez que alicerces, como a importância do respeito aos pedestres e às placas de orientação, não são fomentados pelos educadores e, muito menos, discutidas em sala de aula.Depreende-se, logo, que a violência no trânsito é impulsionada pela ausência de medidas educativas a crianças e jovens.

Evidencia-se, portanto, que o Ministério da Educação deve tornar obrigatório, nos colégios brasileiros, o ensino acerca das bases do Código Nacional de Trânsito vigente.Por meio de palestras anuais e debates elucidativos, professores, advogados e agentes de trânsito devem abordar, para todo o corpo discente, a importância do respeito ao outro e do cumprimento das leis para a construção de um Brasil menos violento e mais solidário, incentivando-os a, desde a primeira infância, constituirem-se como pacificadores e obedientes à Lei Maior, reduzindo, desse modo, a letalidade nas rodovias.