Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/06/2021

Desde o advento da Segunda Revolução Industrial o desenvolvimento no setor automobilístico adquiriu um cresce exponencialmente no mundo. No Brasil, esse setor ganhou destaque no fim dos anos 50, durante o governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek, o que potencializou a venda de automóveis no país e também a necessidade de uma maior organização do trânsito. Entretanto, os níveis de consciência no trânsito não acompanhoaram a expansão do número de veículos circulantes, contribuindo para a violência no trânsito e gerando efeitos nocivos para a sociedade, como o crescimento das altas taxas de homicídios no país e para o decréscimo econômico.

Sob esse viés, é fundamental salientar que a violência gerada no trãnsito é responsável por uma parte significativa dos números de assassinatos no Brasil. Segundo o portal de notícias ‘‘G1’’, a cada três pessoas que brigam no trânsito, uma é assassinada, evidenciando não somente a falta de consciência no trânsito por parte dos cidadãos, mas também a liberdade que os indivíduos sentem de agir com brutalidade sem intervenção policial. Desse modo, uma conduta ativa do Estado em criar meios que impeçam tal violência é condição ‘‘sine qua non’’ para garantir a inviolabilidade do direito à segurança de todos os cidadãos, assim como está preceituado no artigo 5º da Costituição Federal de 1988.

Ademais, é válido ressaltar que a violência supracitada gera impacto na economia brasileira, tendo em vista a diminuição do número de pessoas economicamente ativas, devido as morte no trânsito, e também ao crescente gasto do Estado em pagar os seguros para cidadãos que tornaram-se incapazes de trabalhar devido a brutalidade do trânsito. Diante disso, de acordo com o Ministério da Economia, são gastos mais de 100 bilhões de reais por ano com tal problemática, impulsionando a crise econômica do país. Dessa maneira, é imprencindível que o Poder Público crie estratégias que diminuam os níveis de violência no trânsito e, consequentemente, os gastos gerados por essa adversidade.

Portanto, faz-se mister que o Estado adote uma postura crítica em relação a essa temática, por meio da realiação de campanhas e projetos educacionais sobre o trânsito, com a finalidade de promover a concientização dos brasileiros, e, assim, assegurar a segurança de todos e o desenvolvimento econômico do Brasil. Outrossim, o Estado também deve punir mais severamente os indivíduos  violentos no trânsito e fiscalizar constantemente, com o fito de tentar inibir atitudes violentas.