Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 04/06/2021
‘‘Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo reomado Stefan Zweig para enaltecer não somente aspectos positivos da Nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig, convida o homem hodierno a uma importante missão: combater a violência no trânsito brasileiro. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quanto da sociedade com o fito de solucionar esse problema.
Antes de tudo, vale analisar a postura negligente do Estado no que se refere a violência no trânsito. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou em sua obra Ética ‘‘A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrá equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que o desrespeito no trânsito acaba provocando mortes de pessoas inocentes, dessa forma forma ferindo o direito de segurança garantido no Art.5 da Constituição Federativa.
Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman, afirma em sua obra “Moderninade Liquída’’, que vivemos em tempos liquídos a qual sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vão dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamentos a sociedade brasileira é marcada por traços de ingnorância que contribuem na marginalização de pessoas no que se refere a violência no trânsito.
Urge, pois, a união do binômio Arena Pública e Ministério da Cidadania, a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe ao Poder Público adotar medidas que visem o incentivo a implantação de mais lombadas eletrônicas nas rodovias, para que assim, possam captar imagens rapidamente. A posteriori, cabe ao corpo social, com o auxílio da mídia, por meio de ficção engajada desnaturalizar práticas de que tudo se resolve na violência; objetivando assim, uma sociedade mais segura.