Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/06/2021

Ser altruísta e ter compaixão são características idealizadas ao Homem Cordial pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda para descrever o brasileiro, em seu livro “Raízes do Brasil”.Entretanto, com a ascendente violência no trânsito, debatida corriqueiramente, comprova-se que, hodiernamente, uma sociedade de homens cordiais é utopia. Dessa forma, estratégias devem ser desenvolvidas para que esse infortúnio seja revertido em todos os âmbitos que se apresenta.

Precipuamente, é indubitável que a educação brasileira apresenta relação com a problemática. De acordo com o pensamento do economista e educador Cristovam Buarque, para toda mudança esperada na sociedade, é necessário se ter como base uma boa educação. Sendo assim, vale analisar que as instituições de ensino apresentam um método tradicional pedagógico, muitas vezes, não contribuindo verdadeiramente para a formação social do indivíduo, visto que não debate questões corriqueiras e que necessitam de uma mudança profunda, apresentando início na educação básica, como noções básicais de comportamento do no trânsito e primeiros socorros, por exemplo.

Ademais, é valido ressaltar que a gestão governamental contribui diretamente para a persistência dessa mazela, a impunidade e a falta de organização administrativa da esfera pública colaboram para que a violência no trânsito persista. Com base em estatísticas, a Organização Mundial da Saúde comprova que acidentes no trânsito são a terceira causa de morte no mundo e o Brasil é o 5° país mais violento no trânsito. Dessa forma, percebe-se que apesar de oferecer atenção e medidas sobre o assunto, as autoridades continuam a prestar serviço à sociedade de maneira ineficiente, considerando que as normas de trânsito não são ensinadas de maneira igualitária no país e as leis não funcionam plenamente, agravando o debate e o acontecimento de atitudes violentas no trânsito.

Destarte, no que se refere à violência no trânsito em debate no Brasil, medidas devem ser tomadas para atenuar essa mácula social. A fim disso, o governo deve, por meio do Ministério da Educação, agir em conjunto com as instituições escolares, agregando à grade de ensino, a educação básica sobre regras de trânsito, visando evitar acidentes e desentimentos que podem ser poupados por meio do maior conhecimento dos envolvidos. Além disso, a esfera federal deve propor maior atuação das estruturas responsáveis pelas leis de trânsito e suas aplicabilidades, vide o melhor funcionamento das estratégias já criadas, como o teste de bafômetro e rotas de “blitz”, criação de novos meios de controle e maior punição para os infratores, com o intuito de atenuar a violência existente. Assim, a cordialidade no trânsito brasileiro pode deixar de ser mera utopia.