Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/06/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a violência no trânsito em debate no Brasil, dificultando, assim, a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.                                                                            Em primeira análise, deve-se apontar a ausência de medidas governamentais mais amplas no combate à violência no trânsito.Nesse sentido, a falta de fiscalizações policiais e de radares eletrônicos em locais menos povoados, faz com que os infratores criem uma ideia de impunidade para cometer seus delitos, desde a condução de veículos após o consumo de bebidas alcóolicas a discussões e xingamentos voltados a outros motoristas.Conforme um levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Privada, a cada 12 minutos uma pessoa morre vítima de violência no trânsito, fator que denuncia a condução irresponsável de veículos.Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.                                                                                                                                                                           Ademais, é fundamental apontar a intolerância dos motoristas como sendo um impulsionador de violência decorrente no trânsito.A impaciência no trânsito, acentuada, em grande parte, pelos congestionamentos e pelo tráfego intenso de veículos, torna esse ambiente propício a brigas e discussões.Segundo um estudo realizado pelo americano Jerry Deffenbacher, psicólogo da Universidade de Colorado, uma pessoa que está irritada se envolve duas vezes mais em situações de risco e pode cometer até quatro vezes mais agressões quando está dirigindo.Diante de tal exposto, evidencia-se que o descontrole emocional dos condutores, agravado pela ausência de diálogo, pode corrobobar para o surgimento de violências verbais e xingamentos banais, que, se potencializados, podem terminar em brigas e até mesmo em mortes.O que, infelizmente, é evidente no país.                           Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos.O Governo, através da Polícia Rodoviária Federal, órgão governamental responsável pela garantia da Segurança Pública, deve reforçar as fiscalizações, aumentando as blits nas rodovias, a fim de evitar que motoristas conduzam seus veículos de forma irregular, coibindo a ocorrência de acidentes de trânsito.Outrossim, o Estado deve investir em programas estruturados de campanhas de educação no trânsito para todo o país, com a  finalidade de reforçar a consciência da população sobre os riscos que discussões banais podem ocasionar, incitanto o reconhecimento de seus erros, acompanhado de um pedido de desculpas, prática que garantiria a segurança, assegurada na Magna Carta.