Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/06/2021

A intensificação do movimento periódico no trânsito, decorrente da massificação dos meios trabalhistas, gerou um aumento no estresse sentido pelos indivíduos que se encontram nesse meio, seja como motorista ou como pedestre, e esse fator corroborou no aumento constante da violência no trânsito. Nesse sentido, no Brasil há o debate sobre os frutos dessa problemática, que gera crimes como violências físicas e assassinatos, e outro dano direto dessa impasse é a assimilação errônea, pelos jovens, de que a forma violenta é o modo a ser seguido, pois esses observam adultos agirem de tal forma e seguem tal prática. Logo, tal questão carece de medidas que mitiguem seus danos.

A priori, a violência observada no trânsito é algo que pode implicar na vida de várias famílias, pois um ato de fúria pode gerar danos tanto à vítima e seus familiares como ao agressor. Nesse contexto, o Observatório Nacional de Segurança Viária mostrou que, atualmente no Brasil, uma pessoa morre a cada 12 minutos por conta da violência no trânsito, e esse número já cresce há alguns anos. Dessa forma, nota-se que a questão dessa agressividade não apresentou nenhuma melhora, e que não há a discussão necessária para que haja a diminuição nesses casos de agressão no país, sendo assim, essa falta de preocupação com essa problemática é uma afronta à integridade da segurança pública.

A posteriori, atos agressivos na frente de jovens não são nem um pouco saudáveis, uma vez que podem criar neles uma mentalidade de que, tais atos, são cabíveis em discussões. Nesse âmbito, é válido citar o pensamento do filósofo prussiano Immanuel Kant, que sintetiza a noção de que homem age de acordo com tudo aquilo que lhe foi apresentado desde sua infância, ou seja, sua educação, seja ela dada pelos pais ou por terceiros. Assim, cabe a visão de que ações violentas no trânsito, por muitas vezes, podem ser cometidas na presença de crianças, e, esse fato, finda por gerar mais violência no futuro, na ótica de que a juventude aprende a forma errada de agir em situações que estão se tornando mais presentes no cotidiano dos cidadãos. Logo, observa-se que a ação apresentada gera danos para as sociedades futuras, e tal fato carece de uma correção.

Portanto, considerando os fatos supracitados, a questão da violência no trânsito deve ser mitigada. Primeiramente, o Ministério da Educação deve, por meio das escolas-âmbitos incumbidos de formar moral e intelectualmente crianças e jovens-, tornar obrigatória a atuação de aulas e palestras que atentem para o debate e para a preparação dos jovens em relação à convivência no trânsito, no intuido de torná-los capacitados para agirem de forma correta nesse meio. Em segundo plano, a mídia, pelo seu poder sobre a opinião popular, deve divulgar de forma intensa os riscos que a agressividade nas ruas pode gerar. Dessa forma, com tais medidas a problemática discutida seria passível de resolução.