Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 04/06/2021

“Motoqueiro caminhão pedestre/ Carro importado carro nacional/ Mas tem que dirigir direito/ Pra não congestionar o local” cantou Elba Ramalho na música “Rua da Passagem”, fazendo alusão a importância de todos fazerem seu papel na busca por um trânsito fluido e seguro em um país com altos índices de mortalidade e violência no trânsito.

É importante ressaltar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quinto país do mundo mais violento no trânsito. Isso se dá devido aos conflitos gerados pela grande agitação da transformação do cotidiano dos indivíduos oriunda da globalização gerada pela Revolução Industrial. Dessa forma, as pessoas passaram a viver mais estressadas, apressadas e desatentas refletindo na maneira como dirigem e como lidam com os problemas que surgem ao volante, reagindo, muitas vezes, com agressividade e violência.

Ademais, um estudo realizado pelo Ministério dos Transportes mostrou que mais de 50% dos acidentes de trânsito no Brasil é causado por imprudência do motorista. Isso se deve ao fato do indivíduo não respeitar as leis e as sinalizações de trânsito, fazer uso de álcool e drogas enquanto dirige e, também, devido a incapacidade ou a inabilidade de conduzir um veículo de maneira correta. Assim, o indivíduo imprudente contribui irresponsavelmente com o aumento dos acidentes e consequentemente das mortes e da violência no trânsito brasileiro.

Portanto, é mister que o Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes em parceria com o Ministério da Educação, implante um Programa Nacional de Trânsito Seguro nas escolas, através de uma atualização na grade escolar. Assim, desde o ensino fundamental as crianças já teriam aulas sobre educação no trânsito formando as futuras gerações com cidadãos mais concientes e preparados para evitar a violência no trânsito. Pois, fazendo uma analogia à canção, esperamos viver “Sem ter medo de andar na rua/ Porque a rua é o seu quintal/ Todo mundo tem direito à vida / Todo mundo tem direito igual”.