Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 04/06/2021
Desde o governo de Juscelino Kubitschek, a malha de transporte cresceu exponencialmente no Brasil, utilizando, principalmente, as rodovias para a interiorização urbana do país. Porém, essa expansão desordenada marginalizou o correto comportamento dos brasileiros no trânsito, pois apenas existiu a preocupação econômica de ligar setores da cadeia produtiva. Dessa forma, a ausência de políticas na prevenção de acidentes e a negligência das empresas automobilísticas potencializam a exclusão do aspecto social no cenário contemporâneo.
Em primeiro plano, as ineficazes ações de segurança no controle das ruas brasileiras, como a ausência de fiscalização e monitoramento, permitem o comportamento imprudente dos motoristas, ou seja, ameaçam a vida de outros cidadãos no trânsito. Assim, esse desastre social diverge de John Locke, o qual propunha que o Estado deve garantir o direito de vida dos indivíduos, isto é, reduzir as mazelas e os perigos da estrutura de transporte. Desse modo, as falhas governamentais expõem a caótica situação das estradas brasileiras, porque a negligência da perspectiva filosófica aumenta o número de mortes nas ruas.
Somado a isso, o descompromisso das empresas automobilísticas também potencializa as ações imprudentes dos motoristas, pois elas desprezam, erroneamente, o auxílio na conduta dos veículos para os brasileiros. Logo, é notório a recorrência do aspecto econômico sobre o social, visto que esses setores produtivos economizam dinheiro na retirada de campanhas e doações ao melhor comportamento no trânsito. Dessa maneira, esse desagradável cenário concorda com o Espírito do Capitalismo proposto por Max Weber, de que a malha mercadológica corrompe benefícios sociais para aumentar seus lucros.
Portanto o Ministério das Cidades, em parceria com as empresas automobilísticas, deve diminuir os riscos das estradas e promover campanhas no auxílio aos motoristas. Essas ações serão realizadas por meio do aumento da fiscalização e monitoramento nas ruas – tendo como base a modernização da estrutura de segurança – além do incentivo a doações e empreendimento das empresas de veículos, com intuito de minimizar as ações imprudentes no trânsito e, assim, conter o avanço das mortes nas ruas brasileiras.