Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 11/06/2021
Para o filósofo Immanuel Kant, a ética da sociedade não pode ser refletida no temor das leis e sim no pleno uso da razão. Ou seja, toda a ação moral deve ser feito porque é correto e não pelo medo da punição. Desse modo, mesmo com mecanismos de repressão a violência no trânsito ainda se faz presente no Brasil por fatores como, a falta de conscientização e educação cívica.
Em primeiro lugar, é preciso considerar a violência no trânsito como questão de saúde pública. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o quinto país mais violento no mundo, com taxa média de 150 mortes por dia. Entretanto, o código de trânsito brasileiro é bastante rigoroso por meio de aplicações de multas e privação de liberdade. Nesse sentido, fica claro que essa hostilidade é provocada, principalmente, pela imprudência daqueles que compõem as ruas e estradas, junto com hábitos irregulares como o excesso de velocidade, que se sobrepõem sobre as normas legais.
Ademais, mesmo com as aplicações de dispositivos de contenção, o problema em questão ainda persiste. Dessa forma, fica exposto falhas na educação cívica do Brasil, visto que seus cidadãos são ensinados a seguir as regras através de punições e não pelo dever racional de viver em sociedade.
Portanto, conclui-se que o Estado tem o compromisso de auxiliar na educação moral de seus habitantes para conter a violência no trânsito. Logo, faz-se necessário que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, crie um programa de educação social, com aulas sobre ética e moral, que com efeito a médio prazo produzirá futuros motoristas com conscientização de seus deveres. Dessa forma, a ética kantiana se fará presente nas ações dos condutores brasileiros e o problema da violência, enfim, poderá ser reduzido.