Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 25/07/2021

No contexto histórico nacional, Juscelino Kubitscheck em seu “Plano de Metas”, priorizou o desenvolvimento do setor rodoviário, tendo como uma das principais ações a construção de estradas. Apesar desse avanço, nota-se os problemas relacionados à crise na mobilidade urbana. Ademais, a ausência de fiscalização e de medidas punitivas para os condutores imprudentes ocasiona revolta e indignação da população. Diante disso, deve-se debater acerca da violência no trânsito no Brasil.

É indubitável salientar a necessidade de implementar políticas públicas para solucionar esse impasse. Nessa perspectiva, a fim de reduzir os elevados índices de acidentes, devido o consumo de álcool associado à direção de veículos, foi introduzida em 2008 a “Lei Seca” no Código de Trânsito Brasileiro. No entanto, embora seja um progresso, sabe-se que a legislação em si não é eficiente para garantir a segurança nas rodovias. Logo, o filósofo polonês Zygmunt Bauman vaticionou que o Estado está em crise, visto que é de responsabilidade das autoridades assegurar o exercício pleno dos direitos e deveres dos cidadãos.

Diante da atual conjuntura, deve-se considerar que a rotina exaustiva associada à problemática do tráfego urbano tornam os brasileiros mais intolerantes. Baseado nisso, as agressões nos trânsito são cada vez mais comuns, o que viola o direito à segurança pessoal proposto pela Constituição Federal de 1988. Mediante o exposto, o matemático Albert Einstein afirmou que " A violência fascina os seres moralmente mais fracos", sendo assim para evitar brigas, cabe aos indivíduos adotarem hábitos menos hostis quando dirigem.

Portanto, urgem transformações importantes para combater a violência no trânsito no território nacional. Para tanto, é dever das pessoas, em parceria com as prefeituras municipais, evitar o caos da mobilidade urbana, por meio de atitudes que respeitem a legislatura do País, com o objetivo de diminuir as mortes nas rodovias públicas. Soma -se a isso, o papel do Estado, em conjunto com o Departamento Estadual de Trânsito, proporcionar uma vigilância eficiente, através da contratação de agentes que atuem nas barreiras de fiscalização, principalmente em dias movimentados, a fim de preservar o direito de ir e vir.