Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 29/07/2021
O filósofo grego Aristóteles defendeu que ’’ a base da sociedade é a justiça’’. Entretanto, no Brasil a justiça ainda não é uma realidade, uma vez que a sociedade brasileira ao se socializarem no trânsito e agirem de forma imprudente acarreta acidentes e consequentemente atos violentos ocasionando mortes, motoristas e pedestres feridos ou prisões. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da ineficiência das leis e da falta de empatia.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a insuficiência legislativa. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir o direito a uma vida digna. Porém, essa legislação não tem sido o bastante no debate sobre a violência no trânsito, visto que a ineficiência das leis e um pensamento irracional dos pedestres e motoristas em situações de estresse se repete de forma impertinente, onde a rigidez das leis é escassa. Assim, com a Constituição enfraquecida, o problema persiste.
Além disso, a falta de empatia ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Para Simone de Beauvoir, ‘‘cada um de nós é responsáveis por tudo e por todos os seres humanos’’. Analogamente, grande parte da população não entendeu sua responsabilidade sobre as discussões violentas no trânsito brasileiro, sendo que o individualismo é nítido nas práticas egoístas quando a temática é haver paciência com o próximo. Desse modo, insta que os indivíduos se responsabilizem pelo problema para que ele seja resolvido.
Portanto, é imperativo agir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimentos no trânsito violento brasileiro, a fim de reverter a ineficácia das leis que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para atender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de empatia presente no problema. Dessa forma, a justiça pode fazer parte da base social, como defenderu Aristóteles.