Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Sancionada em janeiro de 2018, a lei promulgada no governo Michael Temer, pretende reduzir em dez anos, pela metade, as mortes no trânsito. No entanto, esse plano pouco tem se mostrado eficaz na prática, haja visto, o número exarcerbado de violência no trânsito no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude de uma educação falha, para o uso das vias, acoplada a imponidade vigente no que concerne as infrações de trânsito.

Em primeira análise, a carência de uma educação que prepare o indivíduo para os problemas enfrentados no tráfego, mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. No entanto, verifica-se uma atuação do silenciamento, uma vez que, o governo pouco promove campanhas e debates acerca dessa mazela, bem como, o Detran apregoa um ensino falho nos cursos de direção, pois destina uma carga horária exorbitante para o ensino teórico de legislação, e pouco aprofunda na gravidade de desrespeitar a lei.

Além disso, a violência no trânsito encontra terra fértil na impunidade. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Desse modo, o Estado deve garantir, através de leis, o bem estar social, seguindo essa lógica se faz necessário um código mais severo, com multas mais elevadas, reciclagem da CNH, e até o encarceiramento do motorista, em infrações gravíssimas, como, dirigir sob efeito de álcool ou narcóticos, por exemplo.

Portanto, inubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Como solução, é preciso, que o Detran, ofereça uma carga horária maior em aulas, ofertadas nas autoescolas, de direção defensiva, alertando sobre as consequencias de se dirigir de forma imprudente, a fim de formar motoristas preparados para os desafios nas rodovias, assim com, comprometidos com o bem estar coletivo.