Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 05/09/2021

Gregório de Matos, poeta luso-brasileiro, ficou conhecido como “boca do inferno”, por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam o século XVII. Talvez hoje, ao se deparar com a violência no trânsito brasileiro, o autor produziria crítica a respeito, dado que o entrave precisa ser mitigado no âmbito social. Dessa forma, é válido salientar que essa realidade é fruto da negligência governamental e da omissão do Detran.

Nessa perspectiva, evidencia-se, por parte do governo, a ausência de políticas públicas efetivas para combater essa problemática. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo dele com o trânsito, trazendo como consequências, a precariedade das estradas, a falta de ciclovias e as falhas na sinalização, gerando assim o estresse aos motoristas e, consequentemente a violência no trânsito. Desse modo, o governo atua como agente perpetuador do problema, visto que é negligente com o trânsito brasileiro.

Ademais, vale também ressaltar a omissão do Detran e sua intrínseca em relação com esse tipo de violência. O Departamento Estadual de trânsito é omisso em sua função de coordenar e realizar a fiscalização do trânsito. Conforme o delegado Sebastião Uchôa, “A falta de fiscalização e educação no trânsito é a principal causa de acidentes”. Sob essa ótica, pode-se afirmar que o Detran ainda não fiscaliza o trânsito como deveria, e não dá atenção a formação de motoristas e pedestres, causando a violência no trânsito brasileiro.

Portanto, compete ao governo oferecer políticas públicas para eliminar a violência no trânsito, investindo em melhorias nas estradas brasileiras, como novas ciclovias e verificação da sinalização. Isso deve ser feito por meio de ações governamentais que visem garantir o papel ativo do governo com o trânsito, com a finalidade de prevenir essa problemática. Outrossim, o Detran deve realizar com eficiência sua função, fiscalizando corretamente as circulações nas vias. Assim, a violência no trânsito não serão uma realidade na sociedade brasileira.