Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 18/09/2021
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, onde a sociedade é desprovida de conflitos e problemas. Tal obra ficcional, revela-se distante da realidade contemporânea brasileira, uma vez que a existência de violências ao redor das vias, é um intempérie de amplo espectro, ao qual ainda precisa ser combatido. Nesse âmbito, a presença de leis brandas e a insensibilidade de muitos cidadãos brasileiros perante o próximo, são os principais facilitadores para que se tenha no país, violência no trânsito em demasia.
Nesse viés, as normas do território nacional se mostram pouco rigorosas e, por conta disso, inúmeros são casos de impetuosidade nos fluxos de veículos. Isto posto, de acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sob tal ótica, o governo que deveria melhorar as sanções do Código penal, não está exercendo o seu papel, haja vista que, as leis amenas abrem portas a situação indesejadas, pois, a pessoa com fúria não se importa com as baixas penas que ela pode ou não receber. Dessa forma, não se garante a estabilidade social proposta por Aristóteles, logo, é de suma importância transformar as condutas estatais brasileiras.
Outrossim, é notório que esse estorvo, é impulsionado devido ao fato de muitos indivíduos brasilienses, pensarem apenas em si mesmos, mostrando incapacidade de emocionar-se acerca dos outros. Nesse contexto, muitos indivíduos se tornam frios, por diversos motivos e, à vista disso qualquer mínima complicação que ocorra no trânsito já explode de raiva e acabam por xingar ou até mesmo agredir outras pessoas, justamente por causa dessa falta de sensibilidade ao pensar no próximo. Destarte, no livro Modernidade Líquida, do filósofo Zygmunt Bauman, ele diserta sobre o imediatismo e a superficialidade no qual essas relações interpessoais supracitadas se baseiam, e, nesse cenário, torna-se necessário dispor de reformas que resolvam essa problemática.
Depreende-se, portanto, que medidas auxiliadoras no que tange à resolução da violência no tráfego, são imprescindíveis. Isto posto, deve-se ao Ministério da Segurança Pública, principal órgão responsável por essa conjuntura, reformular de forma drástica as leis vigentes, por meio de projetos de lei que serão auditados na câmara municipal. Assim, os infratores pensariam duas vezes antes de cometerem delitos, e consequentemente a taxa de violência automobilística cairia bastante. Do mesmo modo, cabe ao Papa, figura de grande importância mundial, realizar um discurso falando sobre a importância da empatia e do respeito ao próximo, que será transmitido via televisão ao Brasil. Para que, dessa maneira, os brasileiros sintam-se tocados e ter a sua mentalidade moldada de forma positiva.