Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 18/09/2021
Durante o período de grande industrialização brasileira, no século XX, a violência no trânsito não era algo que afetava a população de forma direta. Com o governo de Getúlio Vargas, o processo de susbstituição de importações trouxe o carro para o país, porém apenas um grupo seleto de motoristas daquela época tinha noção das leis de tráfego ou sabia dirigir . No contexto atual, este axioma tornou-se um agravante na vida dos habitantes, os quais têm de enfrentar o fluxo de automóveis todos os dias com muita cautela, a fim de evitar acidentes. Dessa forma, as leis brandas de trânsito e a inabilidade de direção por alguns motoristas são fatores que impulsionam a ocorrência de episódios violentos no trânsito brasileiro.
Em primeira análise, a ineficácia das leis de circulação de automóveis está entre as causas do problema. Sob esse viés, a Constituição Federal de 1988 preza pela defesa da paz. Entretanto, essse desejo não se concretiza dentro do trânsito brasileiro, haja vista que a ineficência das regras de veículação de pessoas em estradas contribui para a manutenção da violência, pois uma parte dos motoristas acredita que não será devidamente penalizado caso cometa alguma infração, e então continua a cometê-las. Dessa maneira, a imprudência no trânsito persiste.
Outrossim, destaca-se a incapacidade de condução de um carro por condutores brasileiros. Sob essa ótica, a série de televisão “Tapas e Beijos”, em um de seus episódios, trata da volta da personagem Sueli à direção de um carro. Ao final do capítulo, Sueli age com imprudência e bate o veículo, se colocando em um acidente. De maneira análoga, essa realidade ainda está presente na terra verde e amarela, uma vez que pela falta de conhecimento e habilidades suficientes necessárias para a direção, muitos motoristas se envolvem em acidentes pelo país. Logo, a violência automobilística continua.
Em suma, a violência no trânsito brasileiro está diretmente ligada a ineficácia de leis e a inablidade de motoristas de conduz seus veículos. Portanto, cabe ao Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), uma vez que esse é responsável pela manutenção das boas relações de trânsito, fiscalizar com mais rigor as estradas e vias mais utilizadas no país. Isso será feito por meio de inspeções mensais na beira do asfalto por profissionais qualificados, a fim de punir de forma mais grave aqueles que cometem infrações, para que essas situações não se repitam. Além disso, cabe também ao DENATRAN realizar testes anuais com motoristas de todo o país, com o objetivo de avaliar a habilidade desses no trânsito e então talvez oferecer mais aulas de direção àqueles que não se saírem bem, a fim de promover um trânsito mais seguro e prudente.