Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 23/09/2021
A violência no trânsito é recorrente e problemática no Brasil e, por isso, urge debate. Nesse sentido, na trilogia de filmes “Minha mãe é uma peça” o sobrinho da personagem principal, dona Hermínia, perde a vida precocemente em decorrência de um acidente de trânsito. Em verdade, a obra cinematográfica reflete a realidade de multíplos indivíduos que, em razão da imprudência, perderam a vida em um cenário violento do trânsito. Assim, visando reduzir os indicadores de violência no tráfego de veículos, é necessário colocar em pauta e solucionar as causas desse problema: a incompetência das leis de trânsito e a salvaguarda individual.
Sob esse viés, é importante discutir a fragilidade dos três poderes brasileiros. Isto posto, de acordo com a Constituição federal de 1988 é dever do Estado garantir a segurança dos cidadãos, inclusive no trânsito. Entretanto, nota-se que a proteção não é garantida de forma plena e a Carta Magna é negligenciada, uma vez que não há a fiscalização e punição adequadas, por parte dos órgãos de Estado, para com os indivíduos que a desrespeitam por agir violentamente no trânsito. Dessa forma, os cidadãos não seguem as leis de trânsito e agem de forma ofensiva, pois guiados pelo pensamento de que o Governo é ineficaz, não se sentem ameaçados pela legislação. Por conseguinte, a violência no trânsito é banalizada e o poder dos responsáveis pela administração do país se torna figurativo.
Ademais, é relevante analisar o senso de autodefesa dos indivíduos. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes, filósofo contratualista, acreditava que o homem é o lobo do homem, sendo movido, pelo senso de autopreservaçãom responsável por causar uma defesa agressiva. Deveras, como forma de mostrar superioridade e poder as pessoas tendem a agir com agressividade, em diversos âmbitos da vida, incluindo no trânsito. Desse modo, frente a situações conflituosas no trânsito, como uma batida ou um engarrafamento, os indíviduos com intuito de demonstrar poder agem com agressividade. Portanto, constata-se que os índices de violência são altos em virtude da impaciência do povo.
Nessa conjuntura, conclui-se que falta de eficácia das leis e do posiconamento das pessoas a violência no trânsito é uma realidade no Brasil, que necessita da resolução de suas raízes. Em suma, é necessário que o poder Executivo, em parceria com o Judiciário, aumente a fiscalização da execução das leis de trânsito, por meio da instalação de postos de policiamento nas cidades, que deverão funcionar integralmente. Logo, tal supervisionamento diminuirá os casos violentos no trânsito. Em segunda instância, é preciso que o Ministério da Saúde divulgue amplamente, por meio das redes sociais, a existência de sessões de terapia gratuitas para cidadãos com elevado nível de estresse e autoproteção. Dessarte, a reação agressiva ao perigo será desconstruída e o trânsito se tornará seguro.