Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 22/09/2021

A Lei Seca, como é chamada popularmente a legislação que proíbe a condução de automóveis após a ingestão de álcool, foi implementada a fim de diminuir os índices de violência no trânsito. No entanto, o consumo de bebidas alcoólicas não é a única causa responsável pela ocorrência da problemática no país. Isso posto, a infraestrutura precária e a normalização das infrações contribuem para a manutenção da conjuntura.

Sob esse prisma, a mobilidade urbana insuficiente provoca acidentes em grande parte do país. Nesse sentido, o jornal local MGTV tem em sua programação um quadro no qual são feitas reportagens sobre a ação insuficiente dos órgãos de governo em vários setores, incluindo o de infraestrutura. Em vista disso, por meio dessas coberturas, é explicitada a realidade da maior parte dos brasileiros, que vivem em regiões sem qualquer sinalização, semáforos e oupavimentação. Portanto, a carência de uma estrutura adequada incentiva a desobediência das regras de trânsito, o que leva aos casos de violência urbana.

Outrossim, os atos infracionais são normalizados na cultura do país. Ao passo disso, o filósofo Thomas Hobbes diz, em sua teoria contratualista, que o homem é violento por natureza e a sociedade civil é formada por um acordo de proteção entre os indivíduos. Assim, a proposta de Hobbes é comprovada através do comportamento dos brasileiros, que descumprem as leis, especialmente as de trânsito, com naturalidade. Dessa maneira, as constantes e culturais infrações contribuem para os altos dados de violência no trânsito registrados.

Em suma, a péssima mobilidade urbana e a cultura de desobediência das leis de trânsito são os principais fatores responsáveis pela problemática. Dessa forma, faz-se necessário que os membros do Poder Executivo, governadores, prefeitos e presidente, implementem a estrutura adequada nas estradas de todo o país, por meio da distribuição de verbas, de modo a reiterar as regras impostas e a necessidade de que sejam cumpridas.