Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 23/09/2021

O escritor brasileiro, Affonso Romano, apela em seu livro “Tempo de Delicadeza” para a intolerância humana e a necessidade de uma sociedade urgentemente delicada. Fora de ficção, a história assemelha-se à realidade dos brasileiros, visto que a falta de empatia afeta, sobretudo, no trânsito, onde a imprudência pode causar acidentes. Nesse cenário, pode-se concluir que a falta de delicadeza humana é o principal desafio para a violência no trânsito no Brasil.

Em primeira análise, vale constar que, durante o mandato de Juscelino Kubitscheck como presidente do Brasil entre 1956 e 1961, ele adorou o rodoviário como o principal transporte para a circulação de mercadorias. Entretanto, a alta demanda desse transporte trouxe impactos negativos, tendo em vista o grande número de automóveis nas entradas e a alta velocidade que eles atingem com o intuito de terminarem o trabalho mais rápido, ocasionando, assim, aumento em seus salários. Dessa forma, o ambiente torna-se mais propenso a acidentes e conflitos no trânsito, causado pelo estresse do trabalho, por fatores humanos que poderiam ser evitados.

Outrossim, pode-se citar o longa metragem “Happiness” de Steve Cutts, que faz uma crítica ao consumismo de veículos. Em virtude disso, muitas pessoas são influenciadas pela cultura do carro e buscam comprar um automóvel com a ideia de conforto e status. Contudo, muitos jovens despreparados com o cotidiano no trânsito, não entendem a necessidade de respeito e solidariedade nas estradas, deixando de fazer uso dos recursos, colocando em risco a vida de outras pessoas e sua própria vida.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável pela formação acadêmica do cidadão- ensinar aos jovens sobre a importância da educação no trânsito, por meio de palestras com a presença de profissionais e instrutores da autoescola. Essa medida tem como finalidade formar adultos conscientes e responsáveis nas estradas, além de colocar em prática a apelação de Affonso Romano de sermos urgentemente delicados em todas as atitudes que se relacionem com as relações interpessoais.