Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 23/09/2021

Em meio a pandemia do corona vírus em 2021, o caso de Daniel Mourad comoveu todo o país, onde após uma briga de trânsito o homem foi morto com um tiro nas costas pelo outro motorista na frente do próprio filho, promovendo um grande choque na população que se unio por meios de protestos na internet com o obejtivo de concientizar motoristas a dirigirem com tranquilidade e trazer visibilidade sobre a negatividade do porte de armas. Entretanto, este não foi um caso a parte, em um levantamento feito pelo Fantástico, em 2019, pelo menos 39 pessoas morreram em decorrência de brigas de trânsito, desse modo tornando-se prementes analisar os principais impactos dessa problemática.

Primeiramente, é importante ressaltar que intolerância entre motoristas também é um grande entrave à pacificidade no trânsito. Segundo o filósofo Jürgen Habermas, o maior ato de racionalidade é o agir comunicativo, este que está em grande ausência na postura dos motoristas. Concordando com isto, as pessoas têm agredido-se verbal e fisicamente perante situações que podem facilmente serem resolvidas com o diálogo.

Outrossim, a maioria dos casos de mortes em brigas de trânsito são causadas pelo uso de armas de fogo, envidenciando que a legalizalização do porte de armas na mão de civis não é garantia de segurança para esses. Pelo contrário, uma arma na mão de alguém despreparado apenas causa a morte de outros, além de gerar mais violências.

Portanto, é necessário que o Ministério dos Transportes alertem sobre as consequências relacionadas à violência no trânsito por meio do uso de cartazes, faixas e outdoors nas ruas e estradas para que, por meio da conscientização, sejam evitados episódios de violência. Outrossim, as policias municipais e federais devem aumentar as fiscalizações, por exemplo, por meio de câmeras de monitoramento para que as devidas punições sejam aplicadas em todos os casos observados, servindo de exemplo para possíveis futuros infratores.