Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 26/09/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6o, o direito a segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a violência no trânsito, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da falta de consciência da população quando dos seus comportamentos no tráfego.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a imprudência de motoristas brasileiros que favorecem tal violência. Nesse sentido, o precário comportamento no trânsito faz ‘mister’ a maioria dos acidentes e mortes já relatadas, visto que problemas comuns de engarrafamento ou buzinas podem virar motivos para brigas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o não cumprimento as leis como impulsionador da brutalidade no trânsito no Brasil. Segundo a especialista do tráfego, Catarina Nanini a população adquire vícios quando estão dirigindo, como não fazer o uso do cinto de segurança, não sinalizar quando for dobrar curvas, entre outras. Diante de tal exposto, acidentes podem facilmente ocorrer devido ao descumprimento de normas, tendo em vista a perspectiva de morte causada pelo mesmo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Segurança Pública, por intermédio de palestras elucidativas, alerte a população para não ser complacente com a cultura de maus comportamentos, a fim de fortalecer as políticas estaduais, formando multiplicadores em prevenção a violência. Assim, se consolidará uma sociedade mais tranquila, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.