Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 01/11/2021

A Constituição Federal- Legislação de maior hierarquia no país- garante a todos o direito à segurança e ao transporte. Entretanto, quando a violência no trânsito é uma realidade ocorre a quebra do regimento vigente, posto que os sinistros e casos de agressão no tráfego impedem a efetivação da Magna Carta ora pela inação estatal, ora pela ação cultural. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o intuito de findar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

A priori, é lícito ressaltar que a inércia das esferas governamentais contribuem para a persistência hostilidade do transporte . De modo, que o Estado abre mão de cumprir com suas obrigações legais ao não fornecer as condições necessárias para que o tráfego ocorra de maneira segura. Segundo o jornal O Globo, 50 % das vias brasileiras se encontram com algum defeito, o que promove o acontecimento de acidentes e estressam os motoristas que passam por muitos percalços durante o deslocamento. Paralelamente, o Estado não pune de maneira adequada aqueles que infringem o Código de Trânsito Brasileiro, o que promove a reincidência das infrações, a Organização Mundial da Saúde indicou que o país é o quarto com maior acidentes, resultado da imprudência dos motoristas e da não intervenção estatal.

Outrossim, vale postular a culpa carregada pelo fator cultural na consolidação do embate, visto que o motorista brasileiro carrega um perfil hostil e não dotado de empatia , em pesquisa realizada pelos alunos da UFG, o perfil do condutor brasileiro foi descrito como individualista, imprudente e agressivo. Tal perspectiva reflete o crescimento dos acidentes de trânsito , de maneira que segundo o DENATRAN 90% dos acidentes são causados pela ação humana e que seriam evitados com um pouco mais de empatia e menos individualismo e agressividade.

Depreende-se , portanto a necessidade de valer a Constituição brasileira, para isso faz-se imprescindível que o Ministério do Transporte realize o combate da violência atrelada a locomoção, por meio da punição adequada daqueles que infringem as normas para a segurança do trânsito, para isso devem ser readequadas as penas já existentes ,dobrando os valores das multas e o tempo das penas para aqueles que reincidiram nos crimes de trânsito, a fim de que por meio de tal projeto os motoristas sejam educados a serem mais empáticos no tráfego. Paralelamente, cabe a vinculação de propagandas educativas nas grandes mídias , sobre a importância da empatia e da prudência no tráfego, buscando educar os motoristas para a criação de um trânsito mais seguro .Destarte, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação da Magna Carta.