Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 18/11/2021
A saga de filmes “Velozes e furiosos” retrata, em várias cenas, infrações de trânsito graves por parte dos personagens, bem como as consequências dessas transgressões. Fora da ficção, a sociedade brasileira se assemelha ao filme quando se observa a questão da violência no trânsito. Dessa forma, configura-se um cenário complexo em virtude da ineficiência do Estado e de questões socioculturais.
Diante desse contexto, constata-se o desserviço estatal como uma das causas da violência no trânsito no país. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman criou a expressão “Instituiçãoes Zumbis”, a qual diz respeito ao fato de que algumas instituições, como o Estado, estão perdendo a sua função social. Nesse sentido, tal teoria é constatada no Brasil, uma vez que o Poder Público se omite em reação à substancial quantidade de infrações de trânsito cometida pela população o que acarreta em acidentes nas vias. Desse modo, a supressão do Estado agrava a problemática no meio social.
Ademais, outro fator agravante para esse problema são as questões socioculturais. Sob esse viés, o filósofo Maquiavel a defendeu que mesmo as leis mais ordenadas são impotentes diante dos costumes. Nessa lógica, na sociedade brasileira, o hábito de transgredir regras de trânsito como o uso de cinto de segurança, respeitar o limite máximo de velocidade das vias e respeitar as sinalizações, caracteriza-se como um dos principais fatores para o alto índice de violência no trânsito no país. Logo, verifica-se a insuficiência das legislações, quando essas não estão acompanhadas de políticas públicas que ajam na base cultural do problema.
Portanto, faz-se necessário ações para conter a violência no trânsito no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Segurança Pública, por meio da destinação de verbas, crie uma campanha de conscientização sobre a importância de respeitar as leis de trânsito, que deve ser exibida em todos os canais de televisão aberta, a fim de reduzir o número de acidentes urbanos e nas estradas. Assim é possível reduzir o problema na sociedade e afastar a realidade do cenário retratado no filme.