Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 18/02/2022

Em um dos episódios da série americana “Anatomia de Gray”, o médico George O’Malley perda a sua vida salvando a de outra pessoa no trânsito. Essa situação então, explicita uma violência comum nesse local, aonde tantas mortes ocorrem. Fora da ficção, é preciso ententer os motivos que levam os indivíduos a tomarem certas atitudes na estrada que colocam em risco a vida do próximo e também, suas consequências, visto que tal cenário ocorre frequentemente no Brasil. Assim, os órgãos governamentais poderão se embasar para a elaboração de um debate que solucione essa problemática.

Primordialmente, é válido enfatizar a importância de todos os constituintes do trânsito estarem cientes das suas responsabilidades, de forma a evitar a ocorrência de más condutas nesse local. Todavia, tal atribuição ainda não faz-se clara na sociedade brasileira, já que casos como o de O’Malley persistem em acontecer. Outrossim, a falta de conscientização dos motoristas e pedestres está relacionada com o advento da Revolução Industrial, à medida que foi a partir dessa época que o vício nas novas tecnologias da informação e o individualismo cresceram, refletindo-se nas agressões, atropelamentos e baixarias no trânsito.

Em segundo lugar, entende-se que esse cenário acarreta em drásticas consequências, as quais comprometem a integridade do cidadão. Da mesma forma que ocorrida com Will, do romance “Como eu era antes de você”, que tornou-se tetraplégico - aquele que possui paralisia dos quatro membros- após ser atropelado, milhares de brasileiros são vítimas da violência no trânsito, que acabam moldando por inteiro suas vidas. A partir disso, enquanto não houver conhecimento acerca dos riscos existentes no trânsito por ambas as partes que o constituem, acidentes como o de Will nunca deixarão de existir.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação instalar slogans em todas as rodovias do país que busquem incentivar os motoristas e pedestres a extinguirem o uso de aparelhos digitais no trânsito, de modo a fazê-los perceberem que sua responsabilidade enquanto cidadão é manter em segurança a vida do próximo, evitando assim que este sofra graves consequências pela falta de conscientização de uma das partes.