Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 06/05/2022

O Código de Trânsito atinge toda a população com o intuito de proteger e proporcionar maior segurança, fluidez, eficiência e conforto, tanto para pedestres quanto para veículos. No entanto, segundo os dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o trânsito brasileiro é o quarto mais violento do continente americano, o que acarretou um problema de saúde pública. Apesar de toda a conscientização através da mídia e da formação específica aos motoristas os acidentes no trânsito são a terceira causa de morte no mundo. Pode-se dizer, então, que a mentalidade individualista do indivíduo e a infraestrutura deficiente nas vias brasileiras são os principiais responsáveis pelo quadro.

Em primeiro lugar, a busca pelo ganho pessoal acima de tudo é apontado como responsável pelo problema. De acordo com o pensamento marxista, priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade. Ao procurar uma formação específica visando apenas receber a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) o objetivo proposto de obter a conscientização ética durante a formação do indivíduo não é alcançado e, consequentemente, há uma má adaptação por parte desse indivíduo diante dos problemas do trânsito brasileiro. Desse modo, surge uma vulnerabilidade social proporcionada por motoristas inábeis.

Além disso, deve-se ressaltar a falta de ciclovias nas estradas, que revela a falta de investimentos voltados para os ciclistas. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), nos últimos sete anos o número de ciclistas atropelados cresceu em 45% no Brasil, o que resulta em um problema de saúde pública no país. Pois, os acidentados devem ser considerados, no meio médico, como casos de prioridade nas filas hospitalares.

Infere-se, portanto, que assegurar um trânsito seguro e vias adequadas para a sociedade é um grande desafio no Brasil. Sendo assim, o Detran deve atuar em favor da população intensificando a conscientização do bem coletivo ao indivíduo que busca a sua formação. Ademais, é de suma importância que a Secretária de Infraestrutura atue na criação de ciclovias com a finalidade de alcançar uma alternativa segura para a circulação tanto dos ciclistas quanto dos automóveis.