Violência no trânsito em debate no Brasil

Enviada em 02/08/2022

A série “Sob pressão” retrata a realidade do serviço único de saúde (SUS) e suas principais demandas por atendimento, das quais destaca-se os acidentes de trânsito por sua recorrência. Sem desconsiderar o teor ficcional da obra, sabe-se que tal problemática é hodierna e afeta milhares de brasileiros. Dessa forma, é válido analisar a violência estrutural como origem dessa questão e a ineficiência governamental como sua agravante.

Nesse sentido, é notável que atitudes agressivas fazem parte da vivência urbana e se manifestam no trânsito. Segundo a filósofa Hannah Arendt, uma situação que outrora seria escandalizante ‘’aos olhos da sociedade’’ é relativizada em função da sua repetição. De maneira análoga à descrita, acontece a banalização da violência no Brasil, uma vez que a herança histórica - 300 anos de escravidão - cria um pensamento popular no qual desrespeito não é considerado grave. Logo, ações abusivas realizadas nas estradas são amplificadas pelo alto poder destrutivo dos automóveis às tornando inseguras.

Ademais, é perceptível que a falta de atuação por parte do estado é um fator agravante dessa programática. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é o ‘’caminho’’ para transformar a vivência coletiva. Entretanto, devido à carência educacional, que o Governo Federal é responsável por ofertar, essa mudança não é realizada. Perpetuando, assim, a problemática do trânsito no Brasil.

Medidas, portanto, são necessárias para promover um tráfego de veículos mais seguros. Para tanto, o Governo Federal - instância máxima da instrução pública - deve atuar na garantia de educação aos brasileiros e na formação do pensamento crítico acerca da história do Brasil. Isso ocorrerá por meio de incentivos financeiros a programas de auxílio a permanência escolar, a fim de melhorar a qualidade de vida da população e distanciar a série médica da realidade do país.