Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 26/10/2022
A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, retrata uma civilização perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos.Contudo,a realidade brasileira difere desse cenário fictício, uma vez que o debate sobre a violência no trânsito apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse quadro antagônico é fruto de questões de cunho governamental e social. Nesse sentido, urge a análise dos entraves da problemática.
Precipuamente, é indubitável que a inoperância estatal é causa direta dos casos de infrações graves nas estradas brasileiras. Consoante o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da nação. Contudo, no que tange a assegurar a segurança no trânsito, o poder público falha, haja vista a baixa atuação na criação de mecanismos de fiscalização das leis já existentes de combate à transgressões, a exemplo do uso de álcool e de celular ao volante . Nessa perspectiva,é imperiosa a reformulação da postura política vigente frente ao imbróglio,com o intuito de punir efetivamente os motoristas que intencionalmente ameaçam a própria integridade e a de outrem.
Outrossim, é válido pontuar que a falta de conscientização dos condutores como fator primordial para a persistência do óbice. Consoante o filósofo alemão Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Tal pensamento permite inferir que o sistema educacional vigorante é deficitário, tendo em vista que o ensino teórico, pouco aprofundado na gravidade de não se respeitar as leis do tráfego, contribui para o aumento da intolerância, imprudência e insegurança nas malhas rodoviárias do Brasil.
Diante do exposto, medidas são crucias para o efetivo debate acerca das agressões cometidas em trajetos. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, órgão encarregado das diretrizes automotivas, realizar campanhas nas mídias digitais, com o objetivo de informar e alertar a respeito dos riscos de acidentes e mortes, para pedestres e para quem dirige, do descumprimento das regras de conduta no fluxo veicular. Posto isso, o panorama idealizado na obra literária será gradativamente alcançado.