Violência no trânsito em debate no Brasil
Enviada em 11/11/2022
Ultrapassagem. Imprudência. Acidente. Tais atributos exemplificam o que ocorre frequentemente no trânsito brasileiro, que denota para a necessidade de se debater sobre a violência no trânsito. Isso se dá, seja pela inoperância estatal, seja pela base educacional lacunar.
Diante desse cenário, vale ressaltar que o Estado é insuficiênte no que tange a garantir os direitos assegurados pela legislação. A esse respeito, a Constituição Federal de 1988, garante a todos o direito a um trânsito em condições seguras. Todavia, é notável que o corpo social sofre com a má gestão da máquina pública, a qual, mesmo ciente da colocação do país segundo a OMS como o 5º mais violento no trânsito, não atua para mitigar os principais causadores desse problema, os quais incluem as ultrapassagens em faixas proibidas, as altas velocidades e o não uso do cinto de segurança. Tal adversidade, consolidada na falta de punição e fiscalização do governo, gera consequências catastróficas, aumentando os índices de mortes decorrentes da má condução.
Outrossim, cabe salientar a lacuna educacional como potencializadora da infrações cometidas no trânsito. Sob essa ótica, o filósofo Imannuel Kant afirma que o ser humano é resultado da educação que teve. Desse modo, percebe-se a falta de debates sobre as leis de trânsito para os adolescentes e crianças nas escolas, visto que esses jovens futuramente passarão pelo processo para obterem sua carteira de habilitação, sendo importante terem acesso a discussões sobre o como manter o trânsito seguro desde cedo. Além disso, com tais palestras nos colégios, esses estudantes poderão alertar os pais a não cometerem infrações no trânsito, como dirigir sem cinto ou ultrapassar no semáfaro vermelho.
Portanto, cabe ao Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), responsável pelas políticas de trânsito no país, por meio do uso de drones nas principais vias, aumentar a fiscalização e punição dos condutores que desrespeitarem a legislação. Ademais, o DENATRAN em parceria com o Ministério da Educação deve inserir palestras sobre o trânsito nas escolas, mediante projetos que discutam as leis do trânsito de forma mais lúdica. Assim, espera-se, com tais ações, uma diminuição da violência no trânsito, e que o direito assegurado pela Carta Magna se concretize.