Violência nos estádios: como combater esse problema?

Enviada em 19/07/2020

A violência nos estádios não pode ser vista como um mero imbróglio de segurança policial, mas,sim, como uma anomia de ordem social, frente a fatores constitucionais, históricos e desserviços educacionais.Desse modo, a sociedade vive um caos retrógrado e inercial,portanto, é imprescindível a promoção de ações afirmativas para um combate efetivo àquele problema.

Primordialmente, é notório que a Constituição brasileira assegura a liberdade de expressão dos torcedores,desde que não provoque atos violentos nos estádios,pois comprometeria,sobretudo,a harmonia social.Nesse sentido,o sociólogo Émile Durkheim defendia a ideia de que a sociedade é interdependente,pautada no fato social,e esse pensamento evidencia,indubitavelmente,a determinista necessidade de combater a violência nos estádios,para uma melhor formação do sujeito social.Ademais,é tácito que a consumação majoritária de uma educação de qualidade nas escolas se configura como o principal mecanismo no que diz respeito ao combate à violência nos estádios, haja vista essa inserir valores fundamentais ao convívio dos torcedores.Por fim, a promoção, por parte do governo, de uma melhor inteligência policial possibilitaria um melhor enfrentamento daquele problema.

Outrossim,observa-se que a violência nos estádios tem origem nas heranças de manifestações de poder do período Medieval,de modo que os jogos no Coliseu incentivavam no público a inclinação à brutalidade e a justificativa era baseada nos valores culturais.Esse fenômeno,além de suscitar uma mazela silenciosa de difícil combate,incita as nocivas influência que a mídia exerce nos torcedores,ao converter a paixão pelo futebol em fanatismo.Desse modo,é fulcral para o entendimento do que foi explanado a obra “abaporu” de Tarsila do Amaral,na qual se retrata um indivíduo com grandes membros e pequena cabeça,ou seja,uma pessoa alienada,podendo ser a representação mais apropriada para torcedores que usam a agressão para representar um tipo de supremacia sobre o outro time.Logo,a soma desses fatores promove o surgimento de um contexto caótico,cuja necessidade de intervenção se faz imediata.

Sob esse prisma se arestas conflituosas,é imperioso a promoção de ações afirmativas a fim de um combate efetivo à violência nos estádios.Para tanto,a escola,com seu forte poder formacional,deve rever seu plano político-pedagógico,por meio da expansão de uma cultura educacional baseada em mecanismos instrutivos,como aulas direcionadas às várias áreas do conhecimento,com o fito de formar uma sociedade enraizada no combate ao fanatismo  e,consequentemente,à violência nos estádios.Por fim,cabe a população a transmissão de ensinamentos por meio de órgãos governamentais,como a rádio “a voz do Brasil”, com o fito de promover valores fecundos ao convívio pacífico nos estádios.